segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Portfólio Natureza & Paisagem


Convido voces a visitarem meu outro blog Vi Vendo & Litoral e Mata Atlântica, que serve como um portfólio para minhas imagens de Natureza e Paisagem feitas durante estes quase dez anos em que mudei-me para Camburi na cidade de São Sebastião.
A foto acima é de uma antiga garagem de canoas que hoje não existe mais, na Praia de Paúba. Veio abaixo em uma tempestade mas vive neste cromo que tem a cara do litoral idílico que conhecemos em outras épocas. A quatro anos fotografo digitalmente. Relutei, como muitos, em passar para essa tecnologia que hoje adoro. Esta é uma imagem do tempo em que tinha que viajar mais de quatrocentos kms para revelar meus cromos.Agora acumulamos a função de fotógrafo e laboratorista, o trabalho dobrou, mas é bom ter o controle quase total do processo fotográfico. Escolher um bom laboratório é o passo final para se ter a imagem que desejamos.
O link do blog está aí ao lado.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Diana Krall, domingo no parque!


O show de Diana Krall no Parque Villa Lobos no domingo passado, acompanhada de seu espetacular quarteto foi um desses dias para não esquecer. Um daqueles concertos que trinta anos depois relembramos junto aos amigos, com saudades.
O parque lotado de um público educado que deu a liga artista-platéia, fundamental para qualquer bom espetáculo. A banda Mantiqueira fêz a abertura, com o som de alta qualidade que vem apresentando a tantos anos. Uma das grandes formações intrumentais do Brasil.

Diana Krall -


Fã a muitos anos de Diana Krall, resolvi pedir para uns amigos uma credencial para fotografar seu show. A vontade de fotografá-la, ter imagens suas feitas por mim, venceu a de curtir o show como ouvinte, coisa que nunca fiz. Perdi suas outras apresentações em São Paulo em outros anos.
Uma coisa é sentar concentrado para curtir esse quarteto da pesada outra é fotografar. No segundo caso a concentração está totalmente em conseguir as imagens, a parte da audição cai para menos de vinte por cento, pelo menos no meu caso.
Cheguei cedo no início do show da Banda Mantiqueira, mas o parque já estava muito lotado, inclusive os assentos vips. E na rua lugar para estacionar era super difícil. Tudo tomado nos quarteiroões ao redor. Como um paulistano agradeci a Deus quando avistei uma vaguinha.
Na sala de imprensa e convidados, um café da manhã de hotel cinco estrêlas, mas me limitei a tomar um café e levar um copo de água para a frente do palco, pois se entrasse nos sucos a vontade de fazer um xixi na hora do show ia ser um tormento. O lance era aproveitar que cheguei antes para me posicionar bem em frente ao palco.

Diana Krall


Onde o piano da diva ia ficar? Durante a apresentação da Banda Mantiqueira ele estava encostado ao lado do palco, mas onde ficaria na hora do show? Fundamental saber para me colocar em bom lugar. A frente do palco já estava ficando tomada pelos
outros fotógrafos e a produção nos avisou que as fotos só seriam feitas durante a primeira música.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Boiçucanga II


Temporal se formando. Fim de dia. Pensei em retratar essa beleza de maneira não convencional.
Gostei do resultado.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

S/T 1


Vejo essa imagem em uma ampliação 80x80.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Chapéu de Sol


Fotografei essa linda Amendoeira, ou Chapéu de Sol, como nós do litoral a chamamos, na Praia Vermelha, em Ubatuba.
Jovem, não deve ter nem dez anos e já oferece uma sombra estupenda.
O Chapéu de Sol é para mim, um dos maiores símbolos do litoral do sudeste brasileiro.
Quando eu tinha uns quinze anos minha mãe plantou um debaixo de minha janela, em uma casa na Rua Goiás em Santos.
Crescemos juntos. Quando sua copa atingiu a altura do segundo andar do sobrado, sua sombra passou a fazer parte do meu dia a dia, protegendo o quarto do sol forte do verão.
Mais tarde nos mudamos, a casa foi vendida e os cretinos que a compraram, arrancaram tudo que era verde e vivo, cimentaram a terra e ladrilharam tudo. Então, colocaram uns vasos de péssimo gosto espalhados pelo quintal assassinado.
Sempre rezei para que nos ladrilhos molhados os novos donos espatifassem suas miseráveis bundas.

No meio do pasto, na região rural de Paraty, encontrei essa beleza de árvore. Não sei seu nome. Alguém saberia dizer?

Guapuruvus em flor


É a época dos Guapuruvus florirem enfeitando a Mata Atlântica. Essas árvores enormes e frágeis são o terror de quem tem suas casas próximas a elas. Crescem com uma enorme velocidade atingindo o porte de árvores centenárias em poucos anos, mas de uma hora para outra se partem, quebram em meio a grandes ventanias e tempestades.
Seus troncos então se transformam em canoas, nas mãos dos últimos mestres canoeiros caiçaras.

As Árvores

As árvores me impressionam pela beleza serena, utilidade ao meio ambiente e perenidade.
Toda vez que vou à praia de São Francisco, sento-me sozinho debaixo de um enorme Amendoeira ou Chapéu de Sol,como é chamada no litoral paulista, e durante uma hora fico saboreando uma cervejinha, sentindo o vento que não para de soprar do mar.
Como alguém pode se sentir superior a essa árvore?
Sua existência é admirável.
Sólida, recebe o vento salgado do oceano de frente, resistindo às tempestades tropicais e ao sol escaldante durante meio século.
Mais que resistir, de tudo se alimenta, do solo e do orvalho. Cresce calma, dona de seu tempo.
Seu porte é de quem está na força da idade, esbanjando saúde. Vai durar muito mais do que eu e os de minha geração.
Nunca participou de combates, feriu outras vidas ou delas precisou para se alimentar. Antes, deu alimento e abrigo a gerações de pássaros e insetos e sombra amiga a este palerma encantado.
Penso que não é à toa que foi debaixo de uma árvore majestosa que um ser sentou-se homem e levantou-se Buda.
Devem ter sido os conselhos que suas folhas sussurraram em seus ouvidos.

sábado, 20 de outubro de 2007

Primavera


Terça-feira, depois do almoço fui a Parati, cidade que adoro. Voltei hoje no final da tardinha. Peguei uns dois dias de chuva pela primeira vez por lá. Como fiquei hospedado fora da cidade na zona rural, há 240m de altitude, a neblina na serra foi um espetáculo à parte.
Nunca havia visto essa florescência laranja. Não sei de que árvore é. Alguém me ajuda?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Fim de Tarde em Boiçucanga


Saí à tarde para fotografar os pássaros onde o rio desemboca no mar, mas a imagem que mais gostei foi essa.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Servidos?



Fiz uma série de fotos, Jane produzindo, para a Cantinetta, lugar super simpático e de ótima comida. O material é para a Semana Gastronômica de Camburi que rola de 9 a 20 de novembro próximo.
Tenho curtido cada vez mais as fotos de gastronomia, que juntamente com a hotelaria são o carro chefe da economia deste litoral bonito de doer em que já moramos há nove anos.
Quem quiser ver mais é só clicar nos links aí ao lado. O blog Habitat, é uma espécie de portfólio de minhas imagens nesta área.

Uma Boa Semana Para Todos


Com essa imagem do Pontal da Cruz, aqui em São Sebastião, onde se vê Ilhabela ao fundo, desejo a todos uma boa semana.

domingo, 12 de agosto de 2007

Domingão dos Pais


Resolvi escrever algo hoje, mas estou com a cabeça tão cheia que prefiri postar algo que escrevi no já distante ano 2 000.
Fica sendo minha crônica do dia dos pais.


GERMINAL



Sobrou o livro na estante e uma vontade de saber seu destino atual: morreu? Casou-se novamente? Seguiu o caminho espiritual? O que aconteceu com o poeta?
Faz vinte e cinco anos que nos vimos pela última vez. Tivemos contato só durante o mês em que vivi na comunidade. Eram os anos 70, havia comunidades. Essa era sem drogas, sem sexo e rock and roll. Todos na faixa de vinte aos trinta anos, menos ele, o espanhol que viajava sozinho pelos trópicos.
Hoje tenho a idade que ele deveria ter naquela época. Ainda o revejo bem: a barba cerrada e escura estava sempre por fazer. Seus cabelos lhe caíam sobre os olhos, em um topete desgrenhado, que ele afastava com as mãos. Vestia o corpo magro e forte com o despojamento dos que nunca deram importância às roupas.
Nossas tarefas diárias eram divididas pela manhã, logo depois da ginástica suave que praticávamos às seis horas, com o ar puro entrando pelos janelões que se abriam sobre a cidade de Salvador.
Após o café da manhã, seguíamos para a biblioteca, a cozinha, ou o escritório onde as publicações da Casa eram preparadas com grande cuidado gráfico, ou ainda para as tarefas mais braçais, como limpar o terreno baldio ao lado, onde o lixo jogado pelos vizinhos começava a atrair bichos e criar mau cheiro.
O lema era estar inteiro, atento e se dando a qualquer que fosse o trabalho, no qual nos revezávamos E lá estávamos, Germinal e eu, naquela montanha de entulho, tomando cuidado para não nos cortarmos em alguma lata velha ou vidro. De repente, debaixo de um pedaço de madeira, uma aranha das grandes foi desentocada por nós,
-Que lindo, não? Olha que bicho louco!
Germinal, fascinado como um garoto.
Meu pai, desenhista, sempre me disse que as aranhas e a cabeça das cobras foram desenhadas pelo próprio demônio. E aquela não fugia à regra: era peluda, ameaçadora. Criatura noturna, incomodada com a luz.
Inesperadamente, quebrando nossa contemplação, Germinal a esmagou com um pataço. Levantou os ombros e me encarou com os grandes olhos escuros dizendo rápido, enquanto continuava a trabalhar: - Ê, também uma aranha a menos no mundo, não vai fazer tanta falta...
Não falava sobre sua vida. Silencioso dedicava-se às tarefas, enérgico, obstinado e sério, mas com um sorriso que inesperado, contagiava.
No dia em que parti, me pediu um favor: verificar se seu pai ainda estava vivo e morando no mesmo endereço. Se tivesse morrido me pedia que o avisasse, se não, que eu lhe entregasse a carta que me confiava. Há muitos anos (e muitas mágoas) não se falavam.
Em Santos, em uma velha pensão em frente ao mar, o encontrei em seu quartinho. Ficava longe da construção principal, nos fundos de um quintal maltratado.
Quando cheguei à porta o vi sentado em sua cama, vestindo um grosso casaco, com um gato deitado sobre suas pernas, enquanto lia um livro de Fidel com a pouca luz que o espaço oferecia. Penumbra e penúria. Ofereceu-me uma xícara de café, e usou o tempo em que o preparava em uma minúscula pia, para se recompor da surpresa que minha visita lhe causara. Na única cadeira do quarto, me sentei enquanto corria os olhos sobre seus pobres pertences: pilhas de jornais velhos e livros revolucionários em um canto, algumas roupas emboladas que tentavam escapar de um velhíssimo armário semi-aberto, com seu espelho oval rachado na porta, o prato do gato, que provavelmente era o único ser vivo com quem se relacionava afetuosamente. Entre ele e os parentes donos da pensão, um jardim de ervas daninhas. Sobre uma mesinha de cabeceira, as fotos: senhoras severas, embrulhadas em seus xales, crianças muito antigas, junto a um cachorrinho que com o quintal, se esfumaçaram no tempo, e um jovem de olhar apaixonado, em seu uniforme, segurando um rifle com a determinação que só a guerra e a juventude juntas podem produzir. No meio de três companheiros, o olhar era do mesmo homem que me recebia ali, tantos anos depois e tão longe de sua Espanha e do maldito Franco contra quem lutara.
Sentou-se à minha frente, na cama, e me passou a caneca de café forte. Vendo que eu olhava o livro aberto sobre a cama, perguntou: - Conheces Fidel? Já leste sobre a revolução? São homens de bem. Homens de bem!
- Quer dizer que és um amigo de meu filho? Sabes, já não tenho notícia dele há mais de dez anos. Nem sabia se ainda estava vivo. Está bem? Abandonou a todos. Deixou até sua mulher e seu filho. Jamais telefonou ou escreveu. Desapareceu no mundo. Nunca soube por quê.
Sob sua voz firme, uma tristeza revoltada, imensa, contida.
Ao lhe dar a carta, ficou absorto, fitando o envelope demoradamente, como a um objeto muito estranho que lhe tivesse caído nas mãos. Colocou-a sem a abrir sobre o travesseiro.
Pouco depois, quando me despedi, ele foi à sua pilha de livros, e voltou com um pequeno volume.
- Tome, é para você, amigo de meu filho. Germinal o imprimiu antes de partir. Sempre foi meio poeta, meio louco...
Pela primeira vez sua voz soava sem mágoa. Acredito ter percebido nele, até um orgulho velado.
Vinte e cinco anos depois estou aqui, ouvindo este outro mar quebrar forte na noite lá fora, pensando que caminhos terá trilhado o poeta. Olho o pequeno livro em minha frente, com uma capa mal desenhada e o título singelo “Germinal de Amor “. Penso: Voltou a ver seu velho pai? Sua família? Seguiu em sua solidão atrás de Deus, da paz?
Tão distantes em sua geografia e vida: ele, na ensolarada e negra cidade de Salvador, vivendo monásticamente. E seu pai, em sua guerra eterna, naquele quartinho de fim de mundo, com seus mortos, seu gato, sua Espanha. Mas unidos por este misterioso fio que é a paternidade.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Lanterna Mágica


Domingo à noite revejo Roma de Fellini, depois de vinte anos, talvez mais. É um longo tempo duas décadas. Misturam-se lembranças e imaginação.
Roma era um cinema novo. Não me lembro de nada parecido antes de 1970, quando foi filmada. Fica entre o documentário e a ficção. A vida recuperada e traduzida pela memória afetiva.
Cena antológica: nas escavações do metrô, a descoberta dos afrescos em uma antiga residência romana. É o momento em que o impossível, o proibido acontece: Dois tempos distintos se encontram no mesmo espaço. No frenesi da obra contemporânea, enquanto as máquinas rugem 24h sem descanso, abrindo os intestinos da metrópole que precisa desafogar seu trânsito, a residência de mais de dois mil anos é descoberta, adormecida, protegida em seu túmulo. No silêncio dos afrescos, as expressões, os olhares, o cotidiano, as cores magníficas da antiga Roma.
Nas vestes, nos gestos ancestrais, a cidade e o povo do grande império vivem e por segundos, convivem, se mixam com o olhar do engenheiro que perfura e transforma a capital moderna.
Mas dois tempos não podem conviver no mesmo espaço a não ser no coração dos poetas e o ar que invadiu a câmara recém descoberta por dois mil anos resguardada, passa a destruir rapidamente o inestimável tesouro.
Os afrescos começam a desfazer-se, a desaparecer frente aos olhares atônitos e desesperados de todos, dos operários, do engenheiro, da equipe de filmagem e da própria platéia do cinema que mal consegue respirar.
A cena do teatro de variedades onde a diversão e arte populares tentam fazer a vida continuar em meio aos bombardeios da segunda grande guerra também é inesquecível.
Fellini! Tão raro em nossa TV, em nossos telecines com suas grades ocupadas por tanta mediocridade.
Pela manhã logo no primeiro jornal recebo a notícia da morte de Bergman.
Fellini e Bergman sempre foram o norte da filmografia da minha vida. Para mim eram as duas metades da moeda. O dia e a noite.
Fellini o sol mediterrâneo que tudo aquece e alegra.
A noite imensa, estrelada, profunda: Bergman.
Durante muitos anos tive essa sensação de os dois tão aparentemente antagônicos serem muito, muito próximos. Sempre os senti como duas visões complementares da vida.
Quando li a biografia de Fellini, vi sem surpresa que a admiração mútua era total. Uma adorava a obra do outro. Na primeira vez que se encontraram, saíram caminhando lado a lado, em uma apaixonada conversa que durou oito horas ininterruptas.
Vivi uma época em minha juventude em que quase toda semana havia um grande filme nos aguardando:
Visconti, Pasolini, Truffaut, Kurosawa, Kubrick, Herzog, Alain Resnais, Altman, Buñuel, Vittorio De Sica, Ettore Scola, Louis Malle e tantos outros gênios da imagem. A primeira linha.
Entre todos, porém Fellini e Bergman eram para mim os tops. O supra-sumo.
Sabia que iria sair do cinema diferente do que entrara, mais rico, mais vivido. Sabia que estaria prestes a penetrar em regiões profundas da psique, ter uma nova leitura do amor, da morte, dos medos, da alegria.
Na mesma semana assisti Gritos e Sussurros e Amarcord.
Os dois estão entre os dez filmes de minha vida com toda certeza.
Hoje, na época da Velocidade Máxima e idéias mínimas parece espantoso que tivéssemos tal qualidade à nossa disposição.
Poucas vezes a morte de um artista me causou tal comoção como a de Bergman. Senti o quanto sua obra fazia parte da minha história.
Fui à minha estante e comecei a reler Lanterna Mágica, sua autobiografia, que havia comprado e lido em 1989.
Assim como Roma, a Lanterna Mágica não era vista por mim há quase vinte anos.
No dia de sua morte, recomecei a viver sua vida, suas primeiras recordações. Cada episódio vivido por ele contém a possibilidade de uma cena cinematográfica e tem a marca da visão do mestre.
Terça-feira pela manhã a notícia da morte de Antonioni. A Itália e o cinema de luto.
Na hora do almoço escuto um cd de Caetano, poeta apaixonado pelo cinema, onde canta Nino Rota, o músico inseparável de Fellini. Depois uma homenagem à sua companheira da vida inteira, Giulietta Masina, a grande atriz.
Por fim, canta em italiano a lindíssima composição que fez para Antonioni. A melodia é um espanto. A poesia, um arraso.
Comento com Jane, que Caetano chegando a São Paulo, deveria ter muito em comum com Fellini chegando a Roma. Ambos poetas, com seus vinte e poucos anos trazendo em suas retinas espantadas a vida de suas províncias, Rimini, Santo Amaro da Purificação e o deslumbramento e susto frente à cidade imensa e moderna.
O poeta segue cantando: O melhor o tempo esconde, longe, muito longe, mas bem dentro aqui.
E penso que esse cinema essa poesia é exatamente isso.
Arte se transmutando em outras artes. Música virando poesia. Poesia virando desenho.Desenho virando pintura.
Literatura virando cinema virando poesia virando música...
Cinema transcendental, trilhos urbanos, Gal, Galícia, Buñuel, Lorca, Lígia...
Longe, muito longe, mas dentro aqui.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Fim de Tarde e de Blog em Camburi


Andei sumido do blog. Uma semana sem postar. Na verdade comecei a fazer parte de um site de fotógrafos portugueses e me entusiasmei. Lá a interação é bem grande. As fotos publicadas são muito comentadas pelos colegas d'álem mar.
Já esse blog é ao contrário. As pessoas o visitam e depois me falam verbalmente ou por e.mail que aqui estiveram. Pouquíssimas postagens.
Assim não tem graça. Já disse e repito que blog é como mico de cheiro, quando não ligam para ele, fica deprê e morre. Acho que é isso está acontecendo com este aqui.
Na foto estou em minha prancha imaginária me dirigindo para o alto mar de onde nunca voltarei.

quarta-feira, 4 de julho de 2007


Dia de sol, coloco uma cesta com as bananas do quintal para a passarinhada. Logo chega o casal de pica-paus. Depois vieram as saíras, periquitos, tiês, sanhaços entre muitos outros.
Aqui, como já disse antes, tem lama demais, umidade demais, mosquito demais, mas tem rio do outro lado da rua. Uma noite de inverno com mais estrelas que no planetário e mais passarinhos que em música do Tom.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Castelhanos


Indo de moto para a Praia de Castelhanos, há muitos anos atrás, parei em um mirante, no meio da Mata Atlântica e avistei a praia selvagem com a luz incrível passeando sobre o oceano. Foi ali que resolvi virar fotógrafo. Pensei na felicidade que seria passar o dia inteiro em lugar como aquele vendo a luz mutante transformando a paisagem.
Esta foto foi feita em um dia que se preparava para uma das famosas chuvas de março. As crianças moradoras de lá,brincavam no mar, curtindo de montão. Moram em outro mundo, do outro lado desta que é a maior ilha oceânica do Brasil. Distantes 16km da parte habitada onde só se chega por uma estrada que seria mais honesto ser chamada de trilha. Demorei duas horas e quinze para chegar, a bordo de um Land Rover. Não tem luz elétrica e nela só habitam umas vinte e poucas famílias. Quando chove forte, ninguém entra nem sai, os caminhos ficam impraticáveis. A ilha dentro da ilha.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Oscar Peterson & Niels-Henning Ørsted Pedersen


Foto feita no Ibirapuera em abril de 96. A lenda se apresntou com um quarteto em uma tarde ensolarada e inesquecível para um Ibirapuera agradecido.
Eu no meio da platéia com uma lente 300mm, captei alguns bons momentos, incluindo esse em que ele parece olhar para dentro da camara.